Manipulando fórmulas, valorizando a vida.
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O tempo pode parar

relogio

Se a sua vida é uma eterna corrida contra o relógio, trate de pôr um freio nesse tique-taque nervoso que comanda seu dia-a-dia. Caso contrário, seu bem estar (e a saúde, claro) vai rapidinho para o beleléu.

Toca o despertador, você salta da cama e entra na roda viva alucinante dos mil e um compromissos da agenda. É a vida seguindo o ritmo dos ponteiros até a hora de dormir. E aí, no dia seguinte, tudo recomeça. Para dar conta do recado, só mesmo driblando o tempo. E nisso todos somos craques. “Nossa cultura é viciada em velocidade, mas o preço para quem entra nela é alto”, nota o escocês Carl Honoré, autor do livro In Praise of Slowness, sobre o assunto. No exterior, a obra já está dando o que falar, mas, por aqui, vamos ter que esperar até maio, quando deve ser lançada pela Editora Record.

Quais as conseqüências do corre-corre? ”Perdemos a qualidade de vida e isso repercute até nos relacionamentos”, dispara John de Graaf, coordenador nacional da Take Back Your Time, uma organização americana que prega a necessidade de reencontrar o ritmo de tempos menos nervosos. “As pessoas estão correndo para ficar ricas e acabam perdendo a riqueza da vida”, filosofa ele. “E quando o insight chega pode ser tarde demais”, lamenta o alemão Lothar Seiwert, especialista em administração do tempo. Não à toa, cada vez mais gente percebe que tirar o pé do acelerador significa ir atrás de uma vida mais feliz. Quem melhor defende essa idéia é o chamado “slow movement“, do qual Carl Honoré é o principal representante. “Estamos assistindo a revolução cultural”, observa. Na Áustria, existe até uma tal de Sociedade para a Desaceleração do Tempo. E no mundo todo pipocam movimentos afins, como o Slow-Food (declaradamente contra a fast-food). “Queremos incentivar a busca do prazer”, diz Alessandra Abbona, representante italiana dessa organização que conta com mais de 80 mil associados no planeta – todos com uma preocupação comum, que é a de valorizar a qualidade do tempo. Em outras palavras, correr quando necessário, mas saber a hora de parar.

Teste

Corre-corre além da conta?
Responda verdadeiro ou falso e veja se a sua pressa virou doença.

1. Fico impaciente em filas.

2. Sou muito competitivo.

3. Aceito novas responsabilidades mesmo quando estou sobrecarregado.

4. Sinto-me culpado quando não sou produtivo.

5. Parece que tenho mais coisas para fazer do que tempo para dar conta delas.

6. Irrito-me facilmente em engarrafamentos.

7. Sou intolerante com quem tem um ritmo mais lento que o meu.

8. Só vou ao supermercado se puder entrar na fila do caixa rápido.

9. Se vou a um restaurante e tem fila de espera, vou embora.

10. Não consigo relaxar nos fins de semana e feriados.

11. Meu sono é agitado e/ou superficial.

12. Tenho dificuldade para me concentrar.

Resultado:

Até 4 itens verdadeiros:
Parabéns!
Você controla seu tempo e faz dele um aliado.

De 5 a 8:
Cuidado! 
Tanta pressa pde interferir na qualidade de vida. Reavalie suas prioridades e mude os comportamentos que fazem acender a luz de alerta.

Acima de 8:
Atenção! 
Sua saúde está em risco. Mude o que puder e aceite o que estiver fora de controle.

A esta altura você deve ter feito o teste acima e já sabe a quantas anda (ou corre) seu velocímetro interno. Se o resultado sugere que untrapassou dos limites, cuidado. A chamada síndrome da pressa é uma doença favorecida pelo atual corre-corre”, constata a psicóloga Maria Fernanda Urbano, do Centro Psicológico de Controle do Estresse, em Campinas, referindo-se ao aumento no número de vítimas do mal. “Essa gente vive em uma situação de urgência crônica”, descreve a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association no Brasil. “Não consegue delegar tarefas nem listar prioridades”.

Pessoas assim são fortes candidatas a desenvolver problemas cardíacos, já que o estado de alerta permanente joga na circulação os hormônios do estresse – conhecidos vilões do peito. Aliás, isso explica por que a sídrome foi descrita primeiro por cardiologistas. Na década de 1980, uma dupla de médicos americanos observou sintomas de ameaças ao coração em pacientes com o chamado comportamento tipo A, caracterizado por agressividade, hostilidade e impaciência. O oposto seria o comportamento do tipo B – gente que pensa muito antes de qualquer decisão e descansa sem culpa. Portanto, ajuste seus ponteiros enquanto é tempo!

Dê um breque na pressaRecado para quem não quer saber de ser sócio do clube dos estressados: descubra uma brecha na agenda e arrume um tempinho só para você. É só seguir estas pistas:• Fazer menos mas bem-feito é melhor do que se encher de tarefas e deixar a desejar em todas.

• Fique atento ao seu próprio velocímetro. Muitas vezes corremos sem a menor necessidade.

• Reserve um momento no dia para desligar-se da parafernália tecnológica – celular, computador, pager, televisão. Tente ficar a sós comigo mesmo e até, quem sabe, meditar um pouco.

• Dedique tempo para estar em família ou com os amigos.

• Procure um hobby.

• Evite longas jornadas de trabalho, se possível.

Fonte: Revista Saúde



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